Songbook Sérgio Sampaio


R$ 72,00
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Songbook Sérgio Sampaio, 244 páginas, transcrição de Lucius Kalic. 


R$ 60,00 + R$ 12,00 (frete) = R$ 72,00 


O songbook traz todas as canções do artista em forma de acordes, tablaturas e consequentemente letras. Idealizado e organizado pelo músico Lucius Kalic, e com produção de João Sampaio, filho de Sérgio, o seu conteúdo de 244 páginas contém as músicas dos três álbuns que Sérgio gravou em vida - os fundamentais Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua (1973), Tem Que Acontecer (1976), Sinceramente (1982), além do póstumo Cruel (2006), e de canções extraídas de compactos que ainda não tiveram versão em CD, como “Coco Verde” e “Meu Pobre blues”, esta “composta” para o seu conterrâneo Roberto Carlos.

Outro destaque da publicação são os textos de pesquisadores e admiradores da obra de Sérgio, como o renomado cantor e compositor Maranhense Zeca Baleiro, um dos grandes divulgadores das músicas do capixaba nos anos 90. "Um artista não é admirado pelo que cria apenas, mas também pela aura que é criada em seu entorno, às vezes por obra do acaso, às vezes por uma engenharia misteriosa da Natureza, às vezes por obra, involuntária ou não, do próprio personagem em questão. E a persona artística de Sampaio, carimbado de maldito pela mídia, autoirônico em relação ao duelo fracasso versus sucesso, seu ar de homem de talento que despreza a glória, à margem da indústria, nos fascinava, antissistêmicos românticos que éramos àquela época", enfatiza o artista.

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, as canções de Sampaio transitam do samba ao rock, do choro ao blues, sempre repleto de um lirismo inquietante.

Seu primeiro disco foi lançado em 1971 no Rio de Janeiro com o parceiro de composições Raul Seixas, além de Ed Star e Miriam Batucada, o psicodélico LP coletivo “Sociedade da Grã-Ordem Kavernista apresenta Sessão das Dez”. Já no elenco da gravadora Phillips, Sérgio Sampaio se apresentou no Festival Internacional da Canção (FIC) em 1972 com “Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua”. Mesmo não tendo sido a vencedora do festival, a música foi um dos maiores sucessos do ano. O compacto lançado vendeu cerca de 500 mil cópias. Logo em seguida, em 1973, gravou um disco inteiro de canções com produção de Raul Seixas, acompanhamento da banda Azymuth e que levou o mesmo nome do hit no ano anterior. Sem a mesma repercussão e promoção do compacto, Sérgio acabou seguindo a uma errática estagnação em sua carreira.

O cantor se tornou um artista pejorativamente chamado de “maldito”, quase um sinônimo que utilizam nos dias de hoje para uma figura cult. Com outros dois discos gravados, os subestimados Tem Que Acontecer (1976) e Sinceramente (1982), Sérgio sumiu dos rádios e das outras mídias no fim dos anos 1980. Quando estava pronto para voltar e lançar um quarto álbum pelo selo independente Baratos Afins, que seria o álbum póstumo Cruel (2006), morreu em decorrência de uma pancreatite no dia 15 de maio de 1994 no Rio de Janeiro, com apenas 47 anos. Mesmo hoje, tantos anos após o seu falecimento, Sérgio Sampaio permanece sendo um dos artistas mais viscerais da história da MPB.